Já escrevi isto muitas vezes: não simpatizo com José Mourinho, não aprecio o estilo, e enquanto português não me sinto representado pela sua truculência, conflituosidade e, bastas vezes, má educação. Mas, como apaixonado por futebol, não posso deixar de reconhecer a sua imensa capacidade, a sua argúcia, o seu conhecimento, e a motivação que consegue incutir nos atletas, levando-os quase a rastejar em nome do grupo. Dito por outras palavras, seria um fã do técnico português se ele estivesse calado, e se limitasse a fazer aquilo que realmente sabe fazer melhor do que todos os outros, e que é orientar, preparar e motivar equipas de futebol.Ganhando tudo o que havia para ganhar no Inter, e entrando bem no Real Madrid, onde mantém todas as esperanças em aberto, Mourinho merece o prémio da FIFA. E não querendo fazer parte do grupo de “invejosos” a que ele se referiu, devo dizer que até fiquei feliz pela nomeação. Efectivamente, também para mim, gostando ou não dele, é ele o melhor.
Se Mourinho é o melhor treinador, também haverá poucas dúvidas que Messi é o melhor jogador. Felizmente as escolhas recaíram desta vez em quem, semana a semana, mostra a sua genialidade, e não foram pelo caminho da oportunidade, da vitória pontual, do troféu conquistado ou do golo decisivo - critérios que por exemplo levaram, há uns anos atrás, à eleição do improvável Fábio Cannavaro.
Xavi é um fantástico jogador, assim como Sneijder também poderia ser uma boa opção. Já Iniesta, pese embora o seu enorme talento, me pareceria uma escolha forçada pelo seu golo na final do Mundial. Falta falar de Cristiano Ronaldo, que está em grande forma, e se continuar assim (e conquistar títulos), será um sério candidato ao triunfo daqui a um ano. Ele e Messi são de facto os dois melhores jogadores desta geração, e ainda têm uns anos pela frente para ganhar prémios e encantar o mundo.
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