LUÍS FILIPE VIEIRA – Com a tranquilidade que as circunstâncias oferecem, o presidente do Benfica teve uma excelente prestação. Esteve particularmente bem ao lembrar que não perdeu nem ganhou nada com o Apito Dourado, bem como ao explicar que os riscos financeiros recentemente assumidos não podem ser desligados do termo dos contratos televisivos em 2013. Sendo Luisão o capitão de equipa, também não lhe ficou mal distinguí-lo publicamente.Podia ter protegido melhor a figura de Rui Costa (que tem tido grande mérito, por exemplo, na união e blindagem do balneário), mas globalmente esteve muito bem.
PINTO DA COSTA – Está em tão má forma como a sua equipa, fazendo, a espaços, lembrar a senilidade de Pôncio Monteiro. Não disfarçou a profunda azia que sente com a carreira do Benfica, e passou o tempo todo a dar alfinetadas ao rival, sempre com os olhos carregados de ódio – e que bom é vê-lo assim…Foi demagógico com Hulk e com o Apito Dourado (fugindo às questões com um contorcionismo que a entrevistadora não deveria ter permitido), mentiu ao dizer que lhe era indiferente ser o Benfica ou o Sporting a vencer o campeonato, engasgou-se quando falou de Jesus, de Jesualdo e da Câmara de Lisboa, e ao usar as antigas dificuldades de expressão de Luís Filipe Vieira confirmou que já lhe restam poucos argumentos sólidos.
Falou para os fanáticos do seu clube, e decerto mais ninguém, além deles, ficou convencido com a sua retórica de mesa de café.
RICARDO COSTA – Descontando alguma vaidade pessoal (expressa, por exemplo, quando diz que os membros do Conselho de Justiça vão passando e ele ainda lá está), deu uma excelente imagem da sua competência e imparcialidade. Explicou muito bem todas as decisões, justificou-as, e convenceu-me inteiramente da sua boa fé.A decisão tomada no caso de Hulk é fácil de defender até por um leigo. Só quem queira criar cortinas de fumo em redor do tema não compreende o que levou à punição de três meses, que é a que, queira-se ou não, figura nos regulamentos. Esteve muito bem ao expor o que é entendido por “recinto desportivo”, e que faz perceber toda a lógica do seu raciocínio interpretativo.
Só o timing do castigo a Vandinho ficou mal explicado. Mas a verdade é que, se a intenção fosse prejudicar o Sp.Braga, bastaria ter decidido uma ou duas semanas mais tarde que ninguém levantava o problema.
De realçar que todas as entrevistas foram efectuadas por portistas, o que, sem desmerecer o seu profissionalismo (são três dos melhores na área), não deixa de ser curioso.
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